Chinelaria

A criação de um ícone

Edson Matsuo: o fazedor que criou o primeiro Rider

Conversar com Edson Matsuo, diretor criativo da Grendene, é uma mistura entre concentrar para guardar o máximo de informação e deixar a mente voar no mundo de possibilidades e conceitos apresentados por ele. Linearidade e uma história bem marcada não são o que você vai encontrar. Aqui, o papo é sobre conexão, verdade e sustentabilidade.

A primeira relação de Matsuo com Rider surgiu com o convite para desenvolver um calçado tropical, que pudesse ser usado a qualquer hora do dia, trouxesse dinamismo e aquela sensação de liberdade. A proposta era de construir um tênis-aberto-tropical!

 

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“Eu precisava gerar confiança. Como eu ia buscar designers para trabalhar nisso - num cenário em que não existia faculdade de design e o tema não era disseminado como hoje? Entre 1984 e 1986, a Grendene foi a primeira marca a usar arquitetos-designers no área de calçados. Você não faz nada sozinho!”

 

E por falar em não fazer nada sozinho, o diretor criativo mostra a sabedoria quase inerente àqueles que abriram os caminhos para que toda uma geração se estabelecesse trabalhando com foco em design colaborativo.

“Rider pra mim é sinônimo de sustentabilidade. Foi a criação de uma cultura. Design colaborativo é construir algo junto… a conexão [emocional] de confiança é muito importante no processo. Eu via minha conexão com Rider ao fazer algo que eu pagaria pra fazer. É um divertimento!”

Para fazer tudo isso acontecer, algo maior se tornou o fio condutor da história: a necessidade de fazer dar certo. Guiados pela certeza de que uma nova fase estaria surgindo com a chegada de Rider, a equipe (e ele), foram movidos pela emoção.

“A emoção te remete à ação, a razão te remete à conclusão. A emoção é a força de seguir pra frente, estado de ânimo que você tem para construir o futuro! Rider aconteceu porque não tinha outra opção. Era uma oportunidade de trazer sustentabilidade para a empresa. Foi um renascimento, uma oportunidade de as pessoas que faziam design colaborativo trazerez isso para a prática.”

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Conceitos como propósito, missão e equilíbrio, para Matsuo, estão ligados ao papel que cada um pode desempenhar na vida terrena. A divisão antes existente entre vida pessoal e trabalho já não existe mais, você é a mesma pessoa independentemente do lugar em que está.

“É preciso ressignificar o que você está fazendo no mundo. Qual significado você tem aqui nessa passagem? Nós não somos uma pessoa no trabalho e outra fora dele, acabou essa história. Quanto mais se junta essas duas coisas, mais o próprio trabalho sai forte!”

Quem olha para Rider hoje consegue enxergar a pluralidade de narrativas e sua grande conexão com as cenas independentes do Brasil. Mas, para que todo esse universo fosse possível, outros cenários serviram de inspiração para a construção da história. Já passou pela sua cabeça que o mundo esportivo dos carros, motos, ferraris, curvas de autódromo e windsurf foram a inspiração para a criação da marca? A mobilidade e o dinamismo vistos hoje vêm de longa data.

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Durante nosso papo, Edson contou que uma de suas grandes missões é descobrir onde as pessoas querem estar.

“É preciso dar a oportunidade de as pessoas mostrarem o que amam fazer ou o que não gostam de fazer para você colocá-las no lugar certo.”

Para ele, o momento Rider é a junção entre produção, imagem e tecnologia. É se manter jovem e contar com a construção de muitas pessoas. É a história de um produto livre, irreverente, alegre e desafiador.E, para fechar em grande estilo, Matsuo finaliza no flow:

“Com Rider a gente acompanha o caminhar das pessoas na direção dos seus sonhos. Não ajudamos, fazemos juntos.”

 

 

 

 

 

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